Clinica Universitária

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HCM recebe aparelho para rastreio de cancro

A Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) ofereceu um aparelho de ecografia e sonografia mamária à Unidade da Mama do Hospital Central de Maputo (HCM), cujo benefício principal será a redução do tempo de espera por exames por parte dos pacientes. Segundo o administrador executivo da ENH, Lovemore Chibaya, o apoio ao Sistema Nacional de Saúde (SNS), em particular à Unidade da Mama, insere-se nas festividades do Mês da Mulher e é parte das acções de responsabilidade social e corporativa da ENH. O médico cirurgião e director da Unidade da Mama, Jotamo Come, explicou que aquele aparelho vai reforçar a capacidade de resposta à demanda pelo diagnóstico e tratamento, não só do cancro da mama como também de outras patologias de fórum oncológico, como o cancro do colo do útero. “Com este novo ecógrafo, estaremos em condições de atender a mais pacientes em pouco tempo. Recebemos por semana perto de 100 doentes de cancro da mama e mais de 150 pacientes com outros tipos de cancro que também poderão beneficiar deste equipamento,” explicou. Fonte: Folha de Maputo

COM DOAÇÃO DE MEDICAMENTOS: País fortalece capacidade de tratamento de doenças

MOÇAMBIQUE acaba de elevar a sua capacidade de tratamento de várias doenças, mercê de uma doação do Governo da Índia, que vai contribuir para a melhoria dos cuidados de saúde da população. O apoio surge num contexto em que o sector da Saúde ressente-se da falta de alguns fármacos nas unidades sanitárias, estando, actualmente, a reorganizar-se e a racionalizar os recursos existentes para garantir a continuidade dos serviços. A informação foi tornada pública, terça-feira, em Maputo, pelo ministro da Saúde, Ussene Isse, e o ministro indiano dos Negócios Estrangeiros, Shri Kirti Vardhan, no lançamento da campanha de doação de 1200 próteses de membros inferiores, no âmbito do projecto Índia para a Humanidade, uma iniciativa de solidariedade, cooperação e promoção da dignidade humana. Isse referiu que a actividade está inserida na comemoração dos 50 anos da independência, acrescentando que nos próximos 60 dias muitos pacientes que perderam membros devido a traumas, na sua maioria por acidentes de viação e doenças como as diabetes, passarão por reabilitação física, emocional e social. O ministro indiano apontou que a acção reforça os laços de amizade, de mais de 50 anos, entre os dois países e contribui para transformar e melhorar a vida dos pacientes e prestação de cuidados de saúde. Recordou que a Índia mantém o seu apoio também em contexto adverso, tal como o fez durante a Covid-19, em que doou imunizantes para o controlo da doença e aquando do ciclone Idai, altura em que ofereceu medicamentos e alimentos para as vítimas. Por sua vez, o director do HCM, Mouzinho Saide, apontou que só no ano passado foram realizadas 1007 consultas de casos novos, em que 175 tinham problemas de amputação, e outras relacionadas a doenças neurológicas, ortopédicas e traumatológicas. Paulo Chambule, um dos beneficiários, agradeceu o gesto, que considera importante para a melhoria da vida dos pacientes que, por diversos motivos, perderam os membros inferiores.

Médicos capacitados em cirurgia ortopédica

Cinquenta médicos participaram de 28 a 30 de Abril numa formação sobre patologias do pé e tornozelo no Hospital Central de Maputo. Trata-se de especialistas e residentes em Ortopedia e Medicina Física e Reabilitação. A iniciativa foi promovida pela Associação Moçambicana de Ortopedia e Traumatologia (AMOT), em parceria com o Colégio de Cirurgiões da África Oriental, Central e Meridional (COSECSA) e a Sociedade Europeia de Cirurgia do Pé e Tornozelo (EFAS), com o objectivo de actualizar conhecimentos numa área com crescente interesse clínico. Segundo António Assis da Costa, presidente do Colégio de Ortopedia, a formação visa preparar médicos para integrar equipas multidisciplinares, melhorando a resposta a patologias complexas como o pé diabético, artrose e lesões traumáticas. A actividade antecedeu o congresso da AMOT, agendado para hoje e amanhã.

“Anjos brancos” reanimam paciente em pleno voo da LAM

Dois médicos moçambicanos reanimaram um paciente que teve paragem cardíaca em pleno voo. O avião saía de Maputo para Pemba, mas teve de aterrar de emergência em Nampula. Naquela voz típica do pessoal de tripulação que se ouve pelos altifalantes, o jovem comandante Norton Nhantumbo anunciava aos seus passageiros que a aeronave (Boeing 737/700) estava a sobrevoar o espaço aéreo da cidade de Quelimane. Era o voo TM172 do dia 24 de Abril de 2024. O voo saía de Maputo com destino à cidade de Pemba, e a viagem era agradável. Tudo muda quando, por volta das 13h00, um passageiro começa a convulsionar, morde a língua e entra em paragem cardíaca. O pânico toma conta dos passageiros, sobretudo os que estavam nos assentos próximos. Os assistentes de cabine accionam no telefone do avião e informam a tripulação sobre o que estava a acontecer e aguardam por uma tomada de decisão imediata. “A partir do momento em que tomámos conhecimento de estar a ocorrer uma emergência médica a bordo, preparamo-nos para os diferentes cenários possíveis e estudamos rapidamente as opções que temos. A acção final a tomar dependerá sempre de alguns factores: a evolução do estado do passageiro, a posição em que nos encontramos em relação ao voo. O objectivo é que o passageiro tenha a melhor assistência médica possível, o mais rápido possível”, descreve o comandante, falando em exclusivo ao nosso jornal. O avião estava a uma altitude equivalente a 11 900 metros (quase 12 km). O comandante Norton era coadjuvado pelo co-piloto Djair Faquirá, a chefe de cabine era Manuel Chitata e as assistentes de bordo Amélia da Cruz e Nilza Balate. Todos tinham de tomar uma decisão concertada. “A tripulação de cabine tudo fez para que rapidamente o passageiro tivesse a ajuda de que necessitava”, diz o comandante, mas, no meio dessa operação de emergência, surge a ideia de perguntar se entre os passageiros havia profissionais de saúde. “O facto de ter médicos a bordo é tranquilizador, porque, embora os nossos colegas (tripulação de cabine) tenham formação em primeiros socorros, a ajuda de profissionais da área da saúde é sempre bem-vinda, deixa-nos mais confortáveis e certos de que o passageiro terá a melhor assistência possível, dentro das condições específicas de um voo”, detalha. É nesse momento que dois personagens entram em cena: o médico gineco-obstetra Dinis Viegas Manuel e o médico internista Calima Muagerene que se prontificam a ajudar a reanimar o passageiro que virara paciente. “Quando nos pediram socorro, eu e o meu colega dissemos ‘vamos ajudar o doente’. Teve uma paragem cardiorespiratória clássica”, explica o Dr. Calima, e o seu colega o Dr. Dinis detalha que “tínhamos que abrir as vias aéreas porque ele tinha mordido a língua e por via disso também fechou as vias aéreas, então não conseguia respirar. Tivemos de o colocar na posição lateral enquanto o colega iniciava as manobras de massagem cardíaca. Eu fui junto ao pessoal de cabine, identificamos a caixa de emergência que eles tinham e identificamos alguns medicamentos que são utilizados para a reanimação e fizemo-lo.” A operação durou cerca de dois minutos – tempo que, se se tivesse perdido, podia ter resultado em óbito. O passageiro/paciente ganhou consciência, mas continuava agressivo, pelo que o comandante Norton decidiu levar o aparelho a aterrar de emergência no aeroporto de Nampula, às 13h28, para que o paciente tivesse uma assistência especializada que acabou acontecendo, ao cuidado do Dr. Frederico, o médico neurologista afecto ao Hospital Central de Nampula – aliás, os dois “anjos do avião” também estão afectos a esta unidade sanitária e iam reforçar a equipa do Hospital Provincial de Pemba. O paciente é um docente universitário que tem um histórico de ataques de epilepsia. Com tudo controlado, o comandante Norton Nhantumbo – há 11 anos na aviação civil – decidiu promover os dois médicos da classe económica para a executivo, de Nampula a Pemba. “O comandante do voo acabou por tomar esta decisão de passarmos da classe económica para a executiva para mim e o meu colega, e assim se efetuou”, anotou o médico internista, com risos à mistura, não só por ter terminado a viagem na melhor posição no avião, como também pelo final feliz que fez jus ao slogan do Ministério da Saúde: o nosso maior valor é a vida.

Conselhos para se proteger do frio

As baixas temperaturas têm efeitos no corpo. Além da óbvia sensação de frio, há uma maior suscetibilidade a doenças, uma vez que o frio tende a diminuir as defesas do organismo. Pessoas imunodeprimidas, idosos e crianças são os grupos mais afetados pelas eventuais complicações que as baixas temperaturas podem trazer à saúde. Por isso, é importante saber como se proteger do frio. Deixamos-lhe alguns conselhos. O frio e os problemas de saúde O tempo mais frio é ideal para que vírus e bactérias se propaguem. É por isso que, durante o inverno, existem mais gripes, constipações, bronquiolites e outras doenças comuns da estação. Ainda que o frio, por si só, não cause doença, ao enfraquecer o sistema imunitário faz com que haja maior predisposição para doenças. Em problemas de saúde crónicos, o tempo frio pode resultar em problemas maiores. É o caso de problemas circulatórios, uma vez que o frio pode provocar um maior esforço do coração devido à contração dos vasos sanguíneos e aumentar a pressão arterial. 15 conselhos para se proteger do frio Das várias doenças de inverno, deixamos-lhe algumas das mais frequentes, os principais sintomas e como tratar: Consuma alimentos ricos em vitaminas e minerais, preferencialmente da época, para ajudar o sistema imunitário a combater infeções.   Mantenha uma boa hidratação, ingerindo água mesmo quando não se tem sede.   Consuma bebidas quentes e sopas.   Evite o consumo de bebidas alcoólicas. O álcool provoca a vasodilatação, o que acelera a perda de calor.   Coma várias vezes ao longo do dia, mas em pequenas quantidades.   Hidrate a pele, sobretudo pés, mãos, cara e lábios.   Tome banhos de água morna. A água muito quente remove a camada protetora natural da pele.   Vista várias camadas de roupa, em vez de uma peça muito grossa. Opte por roupas de algodão ou de fibras naturais.   Evite roupa muito justa, uma vez que dificulta a circulação sanguínea.   Use luvas, gorro e cachecol.   Use calçado confortável e quente, com boa aderência ao piso, de modo a evitar quedas (sobretudo quando o piso está molhado ou com gelo).   Em dias de frio intenso, evite ficar muito tempo parado, fazendo pequenos movimentos com os dedos, braços e pernas, para que o corpo não arrefeça.   Evite arrefecer com roupa transpirada no corpo.   Evite sair de casa nos dias e horas de maior frio.   Pratique exercício físico, evitando a atividade intensa no exterior em dias de muito frio. Casa à prova de frio Nem todas as casas estão devidamente isoladas, o que faz com que o frio seja sentido dentro de portas. Por isso, importa proteger-se do frio em casa, onde a temperatura ideal deve situar-se entre os 19ºC e os 22ºC. Siga estas recomendações: Areje a casa para prevenir a condensação e a humidade. Faça-o em horas em que a temperatura exterior é mais alta — entre o meio da manhã e o início da tarde. Calafate janelas e portas, para evitar a entrada de ar frio e manter o ar quente no interior. Assegure o bom funcionamento do aquecimento da casa. Se utilizar braseiras ou lareiras, garanta que tem uma adequada ventilação. Se precisar de ajuda técnica destinada ao isolamento da sua casa, conte com o ACP através do serviço de Assistência em Casa, especializado na resolução de problemas domésticos. Fonte: Automóvel Clube de Portugal

Doenças de inverno mais comuns

O inverno é sinónimo de frio e de doenças. Gripes, constipações, bronquiolites… são muitas as doenças de inverno. Mas porque é que acontecem? Quais são as mais comuns? E como tratar? Porque é que existem doenças comuns de inverno? Embora o tempo frio não provoque doenças, pode ser favorável ao seu agravamento. As doenças de inverno mais comuns ocorrem devido a vírus e bactérias. Ainda que estes circulem todo o ano, na estação mais fria podem sobreviver e multiplicar-se com mais facilidade nos espaços fechados, onde se concentra mais população e há maior probabilidade de transmissão. Assim, o inverno propicia o surgimento de doenças que afetam especialmente as crianças e os idosos. As 6 doenças de inverno mais comuns Das várias doenças de inverno, deixamos-lhe algumas das mais frequentes, os principais sintomas e como tratar: Constipação É das doenças de inverno mais comuns, sendo transmitida por contacto com alguém infetado ou contactos com superfícies contaminadas. Trata-se de uma infeção viral que afeta as vias respiratórias. São vários os vírus que podem causar uma constipação, sendo o rinovírus o mais frequente. Sintomas: tosse, nariz congestionado, dor de garganta, febre, fadiga, arrepios e dores musculares. Como tratar: Não existe uma forma específica para curar uma constipação. Por isso, o tratamento passa pelo alívio dos sintomas, através de descongestionantes e anti-histamínicos. É recomendado repouso e hidratação. Gripe Tal como a constipação, a gripe é também uma das doenças de inverno mais comuns. Transmite-se através de gotículas contaminadas e expulsas através de espirros ou tosse por quem está infetado ou em contacto com superfícies contaminadas. No caso da gripe, são também vários os vírus envolvidos, em constante mutação. Sintomas: exaustão, febre, dores musculares, tosse, espirros, dores de cabeça e de garganta, congestão nasal, diarreia e vómitos. Como tratar: tal como na constipação, o tratamento foca-se no alívio dos sintomas. Deve repousar, ingerir muitos líquidos, tomar paracetamol (em caso de febre) e, sempre que necessário, tomar descongestionantes. Pneumonia Caracteriza-se pela infeção dos pulmões, com os espaços aéreos preenchidos por muco e pus. Pode dever-se a vírus, bactérias e fungos inalados. Sintomas: febre, arrepios, suores, falta de apetite, tosse com expetoração, falta de ar ou dor torácica. Como tratar: Com antibióticos em casos não virais. Deve também repousar, manter hidratação e manter uma alimentação saudável. Bronquiolite Trata-se de uma inflamação nos bronquíolos, geralmente causada pelo vírus sincicial respiratório (VSR). Das doenças de inverno, esta é mais comum nas crianças com menos de 2 anos. Sintomas: obstrução e corrimento nasal, tosse (que pode desencadear vómitos), febre, falta de apetite, respiração ruidosa e rápida, esforço respiratório e cansaço. Como tratar: não há um tratamento específico, sendo recomendado controlar a febre com paracetamol, manter o nariz limpo e repousar. Otite É uma doença de inverno muito frequente entre os 6 meses e os 2 anos. Porém, também pode ocorrer em adultos. Trata-se de uma viral nas vias aéreas superiores. Sintomas: dores de ouvidos e febre. Como tratar: através de medicação que melhora os sintomas da dor e da febre, como o paracetamol. Um antibiótico deve ser sempre avaliado pelo médico. Amigdalite O frio por si só não é um causador de doenças. Contudo, pode deixar o sistema imunitário mais enfraquecido. Quando tal acontece, as amígdalas ficam mais expostas a microrganismos, o que permite que as bactérias se desenvolvam. Sintomas: febre alta, mal-estar, dores no corpo, dificuldade e dor ao engolir. Como tratar: através de anti-inflamatórios e antibióticos (estes últimos, apenas com recomendação médica). Neste contexto, é de destacar a importância das vacinas destinadas a prevenir gripes e COVID disponíveis em farmácias, com condições especiais para sócios. Previna-se, especialmente se pertencer a um grupo de risco, como os idosos. Problemas de saúde que se agravam no inverno Além das doenças de inverno mais comuns, esta estação tem impacto em determinadas patologias. Por isso, alguns grupos tornam-se mais vulneráveis nesta época, nomeadamente crianças e idosos. De entre as doenças que se podem agravar com o frio, destacam-se: Doenças infeciosas, como gripes e constipações Doenças respiratórias, como a asma e a doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC) Artrite Doenças cardiovasculares, podendo facilitar a ocorrência de acidente vascular cerebral (AVC) Depressão e transtornos afetivos sazonais, devido ao reduzido nível de luz solar Fonte: Automóvel Clube de Portugal

11 dicas para um ano mais saudável

“Ano novo, vida nova”, diz o provérbio. Mas os hábitos saudáveis devem estar presentes 365 dias. A saúde e estilos de vida saudáveis constam sempre na lista dos desejos para cada ano. Deixamos-lhe algumas dicas sobre como transformar cada ano num ano mais saudável. 11 conselhos para um ano mais saudável   1.  Pratique atividade física Não adianta praticar os exercícios que o vizinho faz, quando nem sequer gosta da modalidade. Mais cedo ou mais tarde, vai abandonar a prática. Um dos truques para continuar a praticar exercício físico durante todo o ano é optar por uma atividade de que se gosta. Os benefícios da atividade física são vários: melhora os níveis de bom colesterol, aumenta a saúde das articulações, previne o excesso de peso e obesidade e ainda influencia o humor. 2. Consuma mais fruta e vegetais Sobretudo os da época, por conterem mais nutrientes essenciais à época do ano. em causa. Às refeições, preencha metade do prato de legumes e/ou vegetais e faça uma alimentação diversificada e equilibrada. 3. Consuma sementes Ajudam a melhorar o trânsito intestinal, reduzem os níveis de colesterol e são fonte de antioxidantes. Para um ano mais saudável, incorpore sementes nas suas refeições: em saladas, adicionadas a iogurtes, sumos, sopas, batidos, no pão ou em bolos. São várias as opções, entre as quais aveia, linhaça, chia ou sementes de girassol. 4. Hidrate-se Beba cerca de litro e meio de água por dia. 5. Evite refeições pré-congeladas Podem ser mais práticas, mas nem sempre são mais baratas nem nutritivas. Prefira alimentos frescos e cozinhe-os. Vai poupar dinheiro e ter refeições mais saudáveis. 6. Controle o stresse Faz parte do dia a dia. O truque para ter um ano mais saudável é saber mantê-lo sob controlo. Praticar meditação, exercício físico, fazer caminhadas, ouvir música e definir prioridades, são formas de ajudar a dominar o stresse. 7. Procure dormir bem Durante o sono, o organismo recupera da atividade diurna, repõe energias e aumenta a produção de células. Embora dependa das necessidades individuais, dormir cerca de 8 horas é essencial. Para obter um sono reparador e de qualidade, a higiene do sono é igualmente fundamental: deitar e acordar sempre à mesma hora, evitar telemóveis e dispositivos nas horas anteriores ao deitar, jantares leves e uma temperatura amena no quarto podem contribuir para um sono mais reparador. 8. Deixe de fumar Fumar provoca o envelhecimento da pele, é responsável por doenças cardiovasculares, cardíacas e pulmonares, e contribui para vários tipos de cancro. Se fuma, procure ajuda especializada e abandone este hábito o mais rápido possível. 9. Use protetor solar o ano inteiro Sim, até mesmo no inverno. A exposição solar excessiva pode contribuir para várias doenças de pele, sendo ainda responsável pelo fotoenvelhecimento. Aplique protetor solar, 15 minutos antes de sair de casal. 10. Rodeie-se de pessoas positivas Relacione-se com pessoas positivas, para obter mais energia. Estabeleça limites para se proteger e conservar a sua energia. 11. Faça exames de rotina de forma regular “Prevenir é o melhor remédio.” Por isso, aposte na prevenção e no diagnóstico precoce de doenças, através de exames regulares. Fonte: Automóvel Clube de Portugal

O essencial sobre o cancro da próstata

Na Europa é diagnosticado um novo caso de cancro da próstata a cada três minutos. Em Portugal são diagnosticados por ano, entre 5 mil e 6 mil novos casos, sendo o segundo tipo de carcinoma mais comum no país, de acordo com o Global Cancer Observatory. A incidência do cancro da próstata tem vindo a aumentar de ano para ano. Mas este aumento pode não significar que haja, realmente, uma frequência maior deste carcinoma. Pode dever-se ao facto de haver um maior número de diagnósticos, pela procura cada vez maior de despistes da doença. Uma ação essencial, dado o cancro da próstata ser, numa fase inicial, assintomático. Por isso, é importante ter um plano de saúde que lhe permita marcar exames e consultas a preços reduzidos. Fique a saber mais sobre um dos tipos de cancro mais comum em todo mundo que, em 2020, foi diagnosticado em 1.414,259 de homens em todo o mundo. O que é a próstata? Para perceber o que é o cancro da próstata, importa saber o que é a próstata. Trata-se de uma glândula exclusivamente masculina, situada abaixo da bexiga, que envolve o canal por onde passa a urina em direção ao exterior (a uretra). É também na próstata que é produzido parte do fluido seminal que, durante a ejaculação, ajuda a transportar os espermatozóides para o exterior. As hormonas masculinas, os androgénios, fazem crescer a próstata. Quando o crescimento de células prostáticas benignas se torna anormal, dá-se a hiperplasia benigna da próstata (HBP). A próstata aumenta então de volume, exercendo pressão contra a uretra e a bexiga. Como resultado, o fluxo normal de urina é afetado. Contudo, esta dilatação da próstata não é causada pelo cancro. A HBP desenvolve-se, sobretudo, numa área designada por zona de transição, ao redor da uretra. No caso dos tumores malignos desta glândula, é a zona periférica que costuma ser afetada. Causas do cancro da próstata O cancro da próstata surge quando as células desta glândula não morrem ao envelhecerem ou danificam-se e produzem outras não necessárias, de forma descontrolada. Grande parte dos casos de cancro da próstata é do tipo adenocarcinoma – um tumor cujas células têm origem nas glândulas que constituem a próstata. Contudo, ainda que seja raro (menos de 1% dos casos), pode tratar-se de outro tipo de tumor: um carcinoma de pequenas células ou um sarcoma. Principais sintomas Na sua fase inicial, o cancro da próstata é silencioso. Ou seja, não apresenta quaisquer sintomas. Só mediante um exame de diagnóstico (como o toque rectal ou a análise do PSA — antígeno específico da próstata) se torna possível identificar o tumor, antes mesmo de qualquer sintoma. Daí a importância de ter um plano de saúde que permita efetuar regularmente exames e consultas de rotina a preços reduzidos. Quando os sintomas começam a surgir, regra geral, o cancro da próstata já se encontra numa fase avançada. Mas alguns destes sintomas podem ser confundidos com os da HBP ou outra doença do aparelho urinário. Neste sentido, é essencial que sejam feitos exames, de modo a esclarecer a origem das queixas. Os sintomas do cancro da próstata verificam-se a nível urinário, podendo ser de enchimento, esvaziamento ou pós-miccionais: SINTOMAS DE ESVAZIAMENTO: Diminuição da força e dimensão do jacto Atraso no início da micção Micção prolongada Jacto interrompido Necessidade de contração abdominal para urinar Retenção urinária Incontinência SINTOMAS DE ENCHIMENTO: Necessidade súbita de urinar Aumento da frequência das micções Aumento do número de micções durante a noite Incontinência Dor no baixo ventre SINTOMAS PÓS-MICCIONAIS: Sensação de esvaziamento incompleto Gotejo terminal Nalguns casos, pode ainda surgir sangue na urina e disfunção erétil (ainda que este último seja raro). Porém, caso o cancro da próstata se encontre mais avançado, os sintomas são mais gerais, como: Dores ósseas Edemas nos membros inferiores Astenia Emagrecimento Cansaço Fatores de risco Existem fatores de risco associados ao cancro da próstata. Alguns relacionados com o estilo de vida, outros relativos à genética e sobre os quais nada pode ser feito: Idade Quanto mais avançada for a idade, maior o risco de cancro da próstata. Ainda que possa também surgir em homens mais jovens, é mais frequente acima dos 65 anos. Estima-se que aos 80 anos, mais de 80 % dos homens sofra deste tumor. História familiar O risco de se vir a desenvolver cancro da próstata aumenta duas vezes quando já existe um familiar em primeiro grau com esta doença. O cancro da próstata é de origem hereditária em 9 % dos doentes. Etnia As causas não são claras, mas concluiu-se que este cancro é mais frequente em homens afrodescendentes. Presença de testosterona A causa de degenerescência e multiplicação das células da próstata é a testosterona, a hormona masculina. Alimentação Uma dieta rica em gorduras (sobretudo saturadas), com elevado teor proteico e com um consumo excessivo de carne, contribui para aumentar o risco de cancro da próstata. Álcool O consumo excessivo de álcool contribui para a maior probabilidade de se vir a ter de desenvolvimento de cancro da próstata. Raios ultravioleta A exposição excessiva aos raios ultravioleta tem sido discutida como um fator importante na causa do cancro da próstata não hereditário. Que tratamentos existem? Em Portugal, estima-se que morram cerca de 1800 homens/ano de cancro da próstata. Mas o diagnóstico deste carcinoma não tem de ser fatal. Os tratamentos são, na maioria dos casos, eficazes. Porém, importa relembrar que um diagnóstico precoce é um grande aliado para que o tratamento seja eficiente. Este varia consoante a fase da doença. Se numa fase localizada, o objetivo é eliminar a doença, em fases mais avançadas, o objetivo é impedir que haja uma progressão, ao mesmo tempo que se aliviam os sintomas. Tratamentos utilizados: EM DOENÇA LOCALIZADA Prostatectomia radical, através de cirurgia “aberta”, laparoscopia ou robótica Braquiterapia, uma espécie de radioterapia “interna” Radioterapia externa EM DOENÇA LOCALMENTE AVANÇADA Cirurgia Braquiterapia associada a radioterapia externa Braquiterapia associada a hormonoterapia antes ou depois da braquiterapia Braquiterapia com hormonoterapia associada a radioterapia externa Radioterapia externa Radioterapia externa associada a hormonoterapia antes ou depois da radioterapia externa Terapêutica hormonal isolada Fonte: Automóvel Club de Portugal

Guia: cancro da mama

De acordo com o Global Cancer Observatory, o cancro da mama é o mais prevalente em todo o mundo. Segundo a Liga Portuguesa Contra o Cancro, em Portugal são detetados, anualmente, cerca de 7 mil novos casos de cancro da mama. Apesar de muito associado à mulher, também acontece no homem, ainda que em menor número. Graças aos avanços na medicina, ter cancro da mama não é sinónimo de sentença de morte. Conheça os fatores de risco, como é efetuado o diagnóstico e os tratamentos existentes. E porque o diagnóstico precoce é o seu melhor aliado, é recomendável ter um plano de saúde que permita obter os melhores cuidados de saúde em todo o país. Cancro da mama: como ocorre? O organismo é composto por células com funções específicas que, naturalmente, nascem, vivem e morrem. Contudo, há casos em que este ciclo de vida é quebrado e as células acabam por perder a capacidade de se diferenciarem e de controlarem a sua proliferação. O que leva à sua multiplicação exagerada. Ao focarem a sua energia no processo de multiplicação, as células deixam de desempenhar as suas funções, formando um tumor. No caso do cancro da mama, este processo descontrolado de multiplicação celular ocorre nas células que formam a camada que reveste os canais ductais (nos quais flui o leite materno) e estamos perante um caso de pré-cancro ou de cancro não invasivo. Mas quando as células malignas ultrapassam as paredes dos ductos e se desenvolvem externamente, trata-se de um cancro invasivo. Um cancro, diferentes subtipos O cancro da mama não é todo igual, uma vez que existem diferentes subtipos, com a sua especificação. Dois destes subtipos têm a presença de receptores (proteínas). Subtipos de cancro da mama mais comuns: Receptor hormonal positivo: neste subtipo de cancro da mama, os receptores são como “antenas” nas células, às quais se ligam as hormonas em circulação. Quando esta “ligação” se estabelece, a nível do ADN, a ativação de estímulos acelera para que o tumor cresça. Este é o subtipo de cancro da mama mais comum. HER-2 +: tratam-se de receptores que informam as células da necessidade de se reproduzirem. Como consequência, o crescimento do tumor é estimulado. Este subtipo de cancro da mama cresce de forma muito rápida. Contudo, é o que a comunidade médica melhor conhece, pois foi descoberto como bloquear estes receptores. Triplonegativo: este subtipo de cancro da mama é assim designado por não conter nem receptores hormonais nem receptor HER-2. É o mais grave, sendo mais frequente em mulheres jovens. A prevalência Prevê-se que uma em cada nove mulheres que viva até aos 80 anos desenvolve cancro da mama. E a probabilidade aumenta com a idade. Contudo, esta doença não é exclusiva do sexo feminino e também afeta homens. Estima-se que cerca de 1% de todos os casos de cancros da mama aconteça em homens. Sintomas Os sintomas do cancro da mama não são exclusivos desta patologia. Nalguns casos, podem ser confundidos com outras doenças, como quistos benignos. O melhor é prevenir-se e contactar o seu médico, com um ou mais dos seguintes sintomas: Nódulo ou espessamento na mama ou na axila Dor na mama Alterações no formato ou tamanho da mama Secreção ou sangue que escorre do mamilo Vermelhidão ou inchaço na mama Retração cutânea ou do próprio mamilo Sensibilidade no mamilo Pele da mama, mamilo ou aréola gretada ou descamativa Fatores de risco São vários os fatores e nem todos têm a mesma importância. Alguns, relacionados com o estilo de vida, podem ser controlados. Os que se prendem com a genética devem ser seguidos atentamente por um médico — pode marcar uma consulta de genética médica para avaliar a probabilidade de vir a desenvolver cancro da mama. FATORES DE RISCO NÃO CONTROLÁVEIS: Mulheres: têm mais probabilidade de desenvolver cancro da mama do que os homens. Idade: mais idade, maior o risco. Hereditariedade: ainda que a influência hereditária no caso do cancro da mama seja reduzida (entre 5% e 10%), é um fator de risco. Fatores hormonais: mulheres que tiveram a primeira menstruação antes dos 12 anos ou com menopausa tardia (após os 55 anos) têm maior suscetibilidade de ter cancro da mama. Maternidade: mulheres que tiverem o primeiro filho depois dos 30 anos ou que não tiveram filhos têm um risco acrescido de cancro da mama. Densidade mamária: é um fator de risco acrescido nos padrões densos. Além disso, uma grande densidade mamária pode interferir com o diagnóstico, porque pode ocultar um eventual cancro. FATORES DE RISCO CONTROLÁVEIS: Consumo excessivo de álcool Excesso de peso Toma da pílula Tabagismo Falta de atividade física Como se diagnostica Quanto mais cedo for diagnosticado o cancro da mama, maior a probabilidade de os tratamentos terem eficácia. Idealmente, este tipo de carcinoma deveria ser detetado através de exames de rotina, isto é, antes mesmo de serem palpáveis. Daí a recomendação internacional para a realização de uma mamografia de rotina anual ou de 2 em 2 anos a partir dos 50 anos (ou mais cedo, em caso de passado semelhante na família). O diagnóstico de cancro da mama pode ser efetuado através de diferentes exames: Exame clínico da mama: a palpação da mama é feita por um médico, que procura eventuais gânglios ou nódulos. Mamografia de diagnóstico: através de raio-X. Ecografia (ultrasonografia): pode ser feito em conjunto com a mamografia, como complemento imagiológico. A ecografia é feita através de ondas de som de alta-frequência, podendo mostrar se um nódulo é um quisto cheio de líquido ou uma massa sólida que pode ou não ser cancerígena. Ressonância magnética (RM): também pode ser usada em conjunto com a mamografia. Através da RM são produzidas imagens mais detalhadas dos tecidos internos da mama. Biópsia: é retirado um pouco de tecido ou líquido da mama, para que o médico possa perceber se se trata de um carcinoma. Tratamentos existentes Depois do diagnóstico de cancro da mama, o tratamento pode envolver várias abordagens terapêuticas. Os tratamentos mais utilizados no combate ao cancro da mama são a cirurgia, radioterapia, quimioterapia, imunoterapia, ou hormonoterapia. O tipo de terapêutica a usar ou a sua sequência depende de cada caso, uma vez que os

Excesso de peso: que consequências tem na saúde?

O peso está muito relacionado com a estética corporal. Mas o excesso de peso vai além da formosura, com eventuais consequências negativas para a saúde. O peso equilibrado e de acordo com as necessidades do organismo é um passo fundamental para uma vida saudável. Se sente que não controla o seu peso, procure ajuda especializada. O Plano ACP Saúde permite-lhe acesso aos melhores cuidados de saúde em todo o país, incluindo consultas e exames a preços reduzidos. Diferenças entre excesso de peso e obesidade A Federação Mundial de Obesidade (WOF, na sigla inglesa) estima que em 2035, 39% dos adultos portugueses sofra de obesidade. Uma doença já considerada como a epidemia do século XXI. Além deste, importa estar ciente de um outro conceito: o do excesso de peso. Ainda que próximos, não são exatamente o mesmo. Excesso de peso significa que há mais gordura no corpo do que o ideal para uma vida saudável. Enquanto obesidade significa que a acumulação de gordura está muito acima do normal, com impacto na saúde em geral. Ou seja, uma pessoa com excesso de peso, se tomar as devidas medidas, pode não vir a ser obesa. Para se perceber se se está perante um caso de excesso de peso ou de obesidade, calcula-se o índice de massa corporal (IMC), dividindo-se o peso da pessoa pela altura elevada ao quadrado (IMC = kg/m2). O peso é considerado normal sempre que o resultado do IMC se encontra entre os 18,5 e os 24,9. Acima deste último valor e até aos 29,9, está-se perante excesso de peso. Um IMC acima de 30 significa obesidade. Principais causas de excesso de peso As causas do excesso de peso e da obesidade são multifatoriais. Podem estar relacionadas com comportamentos, com a genética, com fatores ambientais ou devido à interação de todas eles. Ainda assim, o Serviço Nacional de Saúde (SNS) destaca três principais fatores: Alimentação desequilibrada (pouco saudável) Sedentarismo e falta de atividade física Ausência de um sono reparador Para se perceber as causas da acumulação de gordura, importa retroceder milhões de anos. Por essa altura, não havia sempre alimentos disponíveis nem o sedentarismo atual. Por isso, apenas sobrevivia quem acumulava gordura para os períodos em que escasseava. Ou seja, é uma característica herdada dos antepassados, mas hoje em dia já não faz sentido. Sobretudo numa era em que a ingestão de energia é maior do que aquela que é gasta. Consequências do excesso de peso para a saúde A acumulação de gordura tem um efeito nefasto na saúde. Isto porque as células gordas são responsáveis por um estado pró-inflamatório, em que o organismo está constantemente alerta contra um agressor, o que leva ao desenvolvimento de doenças crónicas e cardiovasculares. Além disso, os depósitos de gordura permitem a acumulação de alguns tóxicos que são carcinogénicos. Assim, o excesso de peso e, sobretudo a obesidade, estão relacionados com um risco maior de: Diabetes mellitus tipo 2 Doença cardíaca coronária Hipertensão arterial Cancro da mama Insuficiência respiratória Problemas osteoarticulares Problemas de pele Infertilidade Morte prematura Além destes problemas, importa ainda referir que o excesso de peso e a obesidade podem ter um impacto emocional grande, levando a uma baixa autoestima e, nos casos das crianças, pode até afetar negativamente o rendimento escolar. O que fazer para reduzir o peso? Reduzir o peso é possível, mesmo nos casos mais graves de obesidade. Para isso, importa alterar hábitos alimentares e introduzir atividade física. Mais conselhos: Faça uma alimentação saudável e diversificada, com fruta e vegetais, sobretudo os de época Consuma menos alimentos de cada vez, mas mais vezes ao dia Mastigue bem os alimentos Beba água ao longo do dia e evite bebidas açucaradas Pratique uma atividade física que lhe dê prazer, de forma regular, mas com os cuidados apropriados Fonte: Automóvel Club de Portugal

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